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domingo, 15 de abril de 2012

Perfil da Cidade



Dados do Município
Nome do MunicípioNova Serrana
Significado do nomecom a emancipação político-administrativa acontecida em 12 de dezembro de 1953, o distrito do Cercado de Pitangui passou a ser chamado de Nova Serrana referenciando a antiga Pitangui, também conhecida como “Velha Serrana”.
Gentíliconova-serranense
Aniversário da cidade12 de dezembro
Santo PadroeiroSão Sebastião
Principais EventosAniversário da cidade, festa do padroeiro São Sebastião, Feira do Calçado e da Moda – Festa do Peão, Festa do Migrante, Febrac – Feira de Máquinas e
Componentes para Calçados, Festa do Reinado, Jogos da Amizade Intercolegial.
Espaços culturaisbiblioteca pública
Pontos turísticosSerra da Capelinha, Igreja da Matriz, Praça da Matriz, Igreja do Rosário, Praça Jardins do Lago
ArtesanatoBordados, Tecelagem voltada para a confecção de calçados. Os primeiros calçados produzidos em Nova Serrana eram artesanais. Apenas em 1948 foi implantada a primeira fábrica de botinas, registrada por Geny José Ferreira.
GastronomiaComida Mineira
Caracteristicas Geográficas
Área282 Km²
Altitude Máxima910 m
Altitude Mínima699 m
Temperatura média anual25,8 °C
Índice médio pluviométrico anual1272 mm
BiomaCerrado
Relevo (topografia)Plano: 20%, ondulado: 40% e montanhoso: 40%
Principais cursos d’águaRio Pará, Ribeirão da Fartura
População 201073.699 habitantes
Localização
Localização de Nova Serrana
19° 52' 33" S 44° 59' 02" O19° 52' 33" S 44° 59' 02" O
Unidade federativa
 Minas Gerais
MesorregiãoOeste de Minas IBGE/2008
MicrorregiãoDivinópolis IBGE/2008
Municípios limítrofesAo Norte: Conceição do Pará; Ao Oeste: Araújos; Ao Sul: Divinópolis, Ao Sudoeste: Perdigão; Ao Leste: São Gonçalo do Pará; Ao Noroeste: Leandro Ferreira.
Distância até Belo Horizonte
133 Km
Distância até São Paulo
565 Km
Distância até o Rio de Janeiro
560 Km
Distância até Brasília
855 Km
Principais rodovias que servem ao município:
BR-262, BR-381, BR 494
Economia calçadista
     A origem da história do calçados em Nova Serrana foram nos anos 20, quando a cidade funcionava como rota dos retirantes do Nordeste e ponto de parada de boiadeiros, que desciam para o sul para vender gados. A partir daí, a região iniciou a sua especialização em artigos de couro, voltados para a demanda dessa população. Em 1940, surgiu a primeira fábrica de botinas da cidade, feitas de maneira artesanal, de matérias-primas compradas em Divinópolis. Somente após a emancipação do município em 1954, que a produção de calçados começou a prosperar. Nos anos 60, já se encontravam 20 pequenas empresas, com produção diversificada.
     Com a abertura da rodovia BR 262, em 1969, a produção de calçados ganhou um novo impulso, que facilitou a compra de matérias-primas e o escoamento do produto final. Em 1972, a cidade contava com 48 pequenas fábricas de calçados. Nos anos seguintes da década, outros fatores foram importantes para impulsionar a atividade local: coma a instalação da rede telefônica , a chegada da primeira agência bancária e a fundação da Associação Comercial e Industrial de Nova Serrana. Entre 1973 e 1985 o número de fábrica de calçados saltou de 48 para 400 indústrias. Escritórios e serviços de apoio começaram a se instalar na cidade. A estrutura de sustentação da indústria começava a se solidificar. A produção local passou a deixar de lado a fabricação de calçados de couros, e começou a se direcionar para a fabricação do tênis, aproveitando as vantagens dos custos dos materiais sintéticos e sua simplicidade na produção.
     Em 1991, foi criado o Sindicato da Indústria do Calçado de Nova Serrana (Sindinova), que passou a ser responsável pelo desenvolvimento e promoção do setor. Em 1996, o Sindinova criou o Centro de Desenvolvimento Empresarial (CDE), para atuar como um centro de excelência tecnológica e de testes de qualidades dos produtos desenvolvidos no pólo calçadista. Em 1997, um pequeno grupo de empresários se uniu e organizou uma cooperativa de crédito que hoje já conta com mais de dois mil associados. Hoje, Nova Serrana é conhecida como a “Capital Nacional do Calçado Esportivo”. O pólo calçadista é constituído por mais de 850 empresas do setor, sendo mais de 690 no segmento de calçados esportivos. São produzidos no município e cidades do entorno mais de 77 milhões de pares/ano, com o segmento esportivo representando 55% de sua produção, criando aproximadamente 21 mil empregos diretos e 20 mil indiretos, conforme os dados do arranjo produtivo local. A cidade possui hoje entre 60 e 65 mil habitantes, produzindo cerca de 300 mil pares calçados/dia. A indústria calçadista de Nova Serrana para o Estado de Minas Gerais, representa 46% dos estabelecimentos e 38% do emprego formal. Enquanto Belo Horizonte, segundo maior pólo do Estado, representa 9,2% dos estabelecimentos e 14% do emprego formal. Para o país, Nova Serrana contribuiu com 2,4% dos empregos formais no setor e sua produção no segmento dos calçados esportivos representa 55% da produção nacional

História de Nova Serrana



Ruínas Engenho Boa Vista de Minas
A grande extensão de terras inóspitas, situadas a sudoeste do antigo termo de Pitangui, era denominada Sertão do Inhanhi até o segundo quartel do século XVIII. Anteriores ao ano de 1730, poucas e fracassadas incursões foram realizadas no território que seria, mais tarde, denominado município de Nova Serrana. Encontram-se notícias de aventureiros que de Pitangui buscavam outras paragens auríferas, notadamente a serra da Boa Esperança, utilizando um caminho informal que se dirigia ao sul da capitania de Minas, com passagem no rio Lambari.
Em 1737, Gomes Freire de Andrade, então governador da capitania de Minas, anulou a portaria que proibia a abertura de novos caminhos e convocou a adesão de empreendedores para a abertura de novas trilhas que ligassem o sua da capitania a Pitangui e de São João Del-Rei a Paracatu (Picada São João Del-Rei / Paracatu). Nesta última empreitada, ao passar por Formiga, criou-se uma variante rumo norte com destino a Pitangui; seu traçado, cruzando toda a extensão norte-sul do atual município de Nova Serrana, possibilitou a fundação de várias fazendas, mais tarde transformadas em povoados a exemplo de Novais, Barretos, Boa Vista, Areias, Ripa, Moreiras e, no centro do atual município, a fazenda Barra Grande do Cercado. Esta última foi criada pelo português Custódio Martins Vieira e sua mulher, Maria Nunes da Silva. Os mais antigos documentos auxiliam esta afirmação e comprovam que, a partir de 1755, a fazenda Barra Grande do Cercado iniciou timidamente a prestação de serviços aos viandantes do caminho. Esse período coincide com o desmantelamento das aldeias quilombolas que dominavam a região desde 1738.
A morte do primeiro proprietário da fazenda Barra Grande do Cercado, ocorrida em 27 de maio de 1791, não foi suficiente para que ocorresse a divisão de sua enorme gleba (avaliada em dez mil hectares); essa primeira divisão ocorreria somente em 1804 com a morte de Maria Nunes da Silva e, após um longo e penoso processo de partilha, pôde aquela gleba transformar-se em várias unidades produtoras. A sede da fazenda continuou com seu nome original até meados de 1850, quando então se suprimiu a denominação “Barra Grande” e tornou-se apenas fazenda do Cercado. Um dos folhos de Custódio Martins Vieira teve a iniciativa de criar uma hospedaria, um comércio e uma pequena sapataria situados à beira do caminho. A partir de 1860, o lugarejo composto de várias casas construídas ao longo da estrada, ganhara o nome de “Cercado”. Esse nome, preservado até 1953, aludia ao natural cercado derivado das confluências dos ribeirões da Fartura e Pavão.
O “Almanak Administrativo Civil Industrial da Província de Minas Gerais para o ano de 1865” editado em Vila Rica no ano de 1865, trata com reservadas palavras da existência de uma comunidade no lugar denominado Cercado, ainda modesta e vivendo exclusivamente da lavoura, sob a jurisdição do Distrito da Saúde desde 1855. Somente em 5 de novembro de 1869, por força da Lei Nº 1622, o arraial do Cercado ganhou a distinção de distrito, sob a jurisdição direta de Pitangui.
O arraial, sede do Distrito do Cercado de Pitangui, teve maior desenvoltura a partir de 1900 após a inauguração da Estrada de Ferro Oeste de Minas. A proximidade com a estrada que conduzia para outros mercados os produtos da fazenda do Cercado, estimularam e aumentaram a produção dos fazendeiros. Um enorme contingente de imigrantes fixou residência na região. Eram indivíduos oriundos das mais variadas localidades, convocados para prestarem serviço na estrada de ferro ou na fazenda do Cercado. O povoado recebeu famílias de Perdões, Bom Sucesso, Itapecerica, Oliveira, Carmo do Cajuru, São Gonçalo, Divinópolis, Perdigão, etc.
É desconhecida a data da primeira capela do Cercado; sabe-se que ocorreu após o ano de 1850, tendo como padroeira São Sebastião. Um incêndio destruiu aquele primitivo e rústico templo em época anterior ao ano de 1880. A partir de então os ofícios religiosos eram realizados em um casarão, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico, situado à rua Dimas Guimarães. E assim permaneceu até o ano de 1924.
O crescimento do povoado, agraciado com a chegada de novos moradores, exigiu a construção de um novo templo. Um movimento liderado pelo major Francisco Batista de Freitas (da Guarda Nacional estacionada em Pitangui) era possuidor de enormes glebas de terras. E partiu do próprio líder oferecer ao patrimônio da capela de São Sebastião, um área correspondente a vinte hectares, para construção de uma nova igreja e demais edificações dignas de uma paróquia. À volta do novo templo surgiram novas residências e pequenas casas comerciais. Após a construção da nova igreja, a Aplicação de São Sebastião do Cercado foi elevada à categoria de paróquia, desmembrada da paróquia de Pitangui, por ato de D. Antônio dos Santos Cabral.
Os primeiros passos para a emancipação do distrito do Cercado mereceram total dedicação do então vereador José Batista de Freitas (neto do major Francisco Batista de Freitas) que, seguindo as orientações da Lei Estadual nº 336 de 27 de dezembro de 1948, viu seus objetivos concretizados no dia 12 de dezembro de 1953: o distrito do Cercado de Pitangui passou a se denominar município de Nova Serrana, numa reverência à antiga Pitangui, também cognominada “Velha Serrana”.
Vista Aérea
A tradição calçadista do povo neo-serranense vem de longa data, contudo os primeiros passos para a atividade, em escala industrial, ocorreram somente a partir de 1948, com a implantação da primeira fábrica de bonitas, registrada por Geny José Ferreira. Seus colaboradores e aprendizes foram aos poucos instalando novas unidades. O sucesso daquelas primeiras fábricas atraiu novos empreendedores e, com a emancipação política, a atividade tornou-se atrativa e preferencial. Maior impulso ocorreu, no entanto, após a construção da rodovia BR 262 e com a encampação do sistema elétrico pela CEMIG.
Em março de 1991, Nova Serrana foi elevada à cabeça de comarca, desmembrada da comarca de Pitangui. A nova divisão judiciária abrangeu ainda os municípios de Perdigão e Araújos, desmembradas da comarca de Bom Despacho.
Orlando Ferreira Freitas
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Hospital Sao Jose
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Igreja Matriz - 1962
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Rua FreiAnselmo Dec. 1950
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Fábrica de Polvilho